sexta-feira, 2 de maio de 2014

República Dominicana: População Troca Armas por Bíblias



Policiais trabalharam com igrejas evangélicas dominicanas para coletar mais de 2.000 armas em troca de Bíblias em novembro. (Cortesia da Polícia Nacional)


Policiais trabalharam com igrejas evangélicas dominicanas para coletar mais de 2.000 armas em troca de Bíblias em novembro. (Cortesia da Polícia Nacional)


Mais de 2.000 armas, como pistolas e facões, foram entregues em novembro.


SANTO DOMINGO, República Dominicana – Igrejas evangélicas dominicanas têm um plano para retirar armas das ruas: trocá-las por Bíblias.
Em novembro, pastores conduziram uma campanha de um mês em alguns dos bairros mais assolados pela criminalidade em Santo Domingo e Santiago, a segunda maior cidade do país, entregando mais de 2.000 Bíblias a moradores no “Plano Nacional Bíblias por Armas por uma Sociedade sem Violência”.

O resultado foi a entrega voluntária de mais de 2.000 armas, de pistolas a facões e armas de fogo artesanais.
“O povo dominicano pode ver aqui o começo de uma série de atividades que a polícia executará com diferentes igrejas evangélicas [para tirar armas das ruas]”, disse o coronel Jacobo Mateo Moquete, porta-voz da Polícia Nacional, próximo de uma mesa com armas entregues, em entrevista coletiva em 3 de dezembro. “Temos facas, facões e revólveres – tudo em um mês de trocas de Bíblias por armas.”
A campanha surgiu em meio a uma pressão das autoridades dominicanas para intensificar a segurança em Santo Domingo e arredores. A iniciativa incluiu o envio de mais policiais, a remoção de armas das ruas e a utilização de militares em atividades policiais.
A taxa de homicídios no país caribenho, de 25 assassinatos a cada 100.000 habitantes, mudou pouco nos últimos anos, de acordo com estatísticas da Organização das Nações Unidas, mas os moradores reclamam da insegurança crescente nas ruas.
Uma pesquisa de novembro da Latinobarometer revelou que insegurança e crime são os problemas mais urgentes do país na opinião dos dominicanos, atrás apenas do desemprego.
No início deste ano, uma série de ataques em plena luz do dia em esquinas de ruas movimentadas levou o presidente Danilo Medina a destacar militares para fazerem patrulhamento ao lado de policiais em todo o país.
Com a aproximação das festas de fim de ano, policiais reforçaram as patrulhas, pois é normalmente um período de alta criminalidade.
Segundo a polícia, o Escritório Central de Investigação Criminal deteve 10.224 pessoas e apreendeu 934 armas de fogo, 887 veículos e 1.437 motocicletas no período de seis meses encerrado em novembro.
Embora o departamento não tenha disponibilizado estatísticas comparáveis de anos anteriores, policiais dizem que o número de prisões e apreensões demonstra um compromisso de acabar com o crime.
“Esse é um sinal de que a liderança da polícia não poupa esforços para reduzir o crime, a insegurança e o micro tráfico de drogas nos bairros e cidades do país”, afirmou o brigadeiro-general Manuel Castro Castillo em nota.
Igrejas de todo o país têm desempenhado papel de pacificadores. No início deste ano, a poderosa Conferência Episcopal Católica pediu a redução da violência e conclamou os paroquianos a serem “famílias saudáveis, repletas de amor, compreensão, respeito e perdão”.
Mas o projeto de pastores evangélicos para tirar armas das ruas vai além de pregar. Os dominicanos têm se voltado cada vez mais para a Igreja nos últimos anos, predominantemente o pentecostalismo.
Há pouco mais de uma década, havia poucos evangélicos. Hoje, o Conselho Dominicano de Unidade Evangélica, que reúne vários grupos, estima em 2,3 milhões de dominicanos – ou cerca de 24% da população – o número de seguidores da igreja evangélica.
Pastores intencionalmente visam bairros oprimidos para inaugurar igrejas em locais improváveis, como centros comerciais em ruínas ou prédios decadentes.
“Nós entendemos que devemos promover mais fé e sabemos que a melhor arma para lutar é a palavra de Deus, trocando Bíblias por armas”, diz a pastora Ester Estrella, cuja igreja em Santo Domingo participa do programa.
“Há muita violência, sim, mas também há muitas pessoas aqui que não querem essa violência”, diz o pastor Elvin Cruz.
Os pastores focaram 15 bairros, a maioria deles em Santo Domingo e na periferia, locais de altos índices de criminalidade, diz a polícia.
Embora tenham entregado as armas à polícia para que sejam descartadas, os pastores dizem que um aspecto importante do programa é que não inclui diretamente os policiais.
“No processo de troca de armas por Bíblias, somente pastores e outros representantes das igrejas participaram”, diz o pastor Braulio Portes. “Esse processo não envolve a polícia.”

Fonte: http://infosurhoy.com/pt/articles/saii/features/main/2013/12/23/feature-01?source=related

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