terça-feira, 1 de abril de 2014

Vereadores pretendem denunciar pastor queniano ao MPF por “homofobia”



Perseguição contra evangélicos cresce em Campo Grande, Mato Grosso do Sul
Julio Severo

Os vereadores de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, pretendem denunciar o pastor queniano David Owuor, conhecido nos meios evangélicos por um ministério de profecias, por “homofobia” e “desrespeitar a Constituição brasileira,” porque durante culto no Parque das Nações Indígenas, o pastor da África criticou o pecado homossexual e o pecado de mulheres que usam saia curta.

Em 27 de março, um grupo, liderado pelo vereador Paulo Pedra (PDT), que é católico liberal, decidiu denunciar o caso ao MPF (Ministério Público Federal), que é o órgão competente para investigar estrangeiros.

O requerimento pedindo a investigação por “homofobia” e por desrespeitar o artigo 5º da Constituição Federal, que prevê liberdade individual, obteve o apoio dos vereadores Luiza Ribeiro (PPS), João Rocha (PSDB), Chiquinho Telles (PSD) e Waldecy Chocolate (PP).

Eles querem a investigação do pastor pentecostal por ter declarado que os homossexuais não vão herdar o Reino de Deus. O pastor, que reuniu 10 mil pessoas no Parque das Nações Indígenas, disse também que as moças não podem ir à igreja com saias curtas e calças apertadas.

Nada de “minissaias, calças apertadas, mentiras, falsidade, prosperidade, fumo e a bebida. Se esforcem para viver em paz com todos os homens e serem santos,” pregou ele, em estilo pentecostal clássico, para o público evangélico, que o aplaudiu e gritou “aleluia.”

O vereador Alceu Bueno (PSL), falando em nome da bancada evangélica da Câmara de Campo Grande, repudiou a atitude dos vereadores que estão perseguindo o pastor queniano.

“Não comungo com a ideia de cinco vereadores que estão pedindo investigação no Ministério Público Federal contra o queniano. Acho que pegaram a palavra dele fora do contexto. Ele só citou a Bíblia, que como todo o evangelho condena o homossexualismo,” afirmou Alceu Bueno.
Na sessão da próxima terça-feira (1 de abril), Bueno disse que vai pedir ao vereador Paulo Pedra que desista do requerimento contra o pastor pentecostal. “Se não pudermos abrir a Bíblia e dizer o que ela fala, vamos ter que rasgá-la,” argumentou o vereador evangélico.

Ao contrário do que considerou Pedra, para Bueno o pastor queniano “não foi infeliz, só citou a Bíblia.” Indagado pela imprensa sobre os versículos bíblicos que são contra o homossexualismo, o vereador do PSL citou Levítico 20:13: “Quando o homem se deitar com outro homem como se fosse mulher, ambos fizeram abominação diante do senhor”. Ele disse também que o Novo Testamento igualmente condena a homossexualidade, conforme Coríntios 6:9.

A bancada evangélica da Câmara é composta pelos vereadores Alceu Bueno (PSL), Elizeu Dionízio (SDD), Rose Modesto (PSDB), Flávio Cesar (PT do B) e Mario Cesar (PMDB).

Campo Grande tem se destacado por uma crescente perseguição aos evangélicos que assumem uma postura contra o pecado homossexual.

Em 2007, a Defensoria Pública de Campo Grande iniciou uma ação civil contra Náurio Martins França, autor do livro “A Maldição de Deus sobre o Homossexual: o homossexual precisa conhecer a maldição divina que está sobre ele.” Na época, o caso dele repercutiu no mundo todo, por recomendação minha, no portal pró-família internacional LifeSiteNews, através de uma matéria intitulada “Evangélico é censurado e multado por fazer comentários ‘homofóbicos’ em livro.”


A sentença fora aplicada pelo juiz da Vara de Direitos Difusos Coletivos e Individuais, Dorival Moreira dos Santos. O magistrado, que havia determinado a retirada dos livros das bancas, ordenou que o escritor evangélico pague agora uma indenização de R$ 2 mil.

Ao entrar com a ação que proibiu o comércio do livro, a Defensoria Pública sustentou que a publicação tinha “conteúdo declarado preconceituoso homofóbico, transmite a ideia de que o homossexual é amaldiçoado por Deus.”

Náurio, negando que seu livro estaria incitando a violência contra homossexuais, declarou que a intenção era convertê-los à religião evangélica. A defesa do escritor sustentou que ele, ao escrever o livro, exercera o direito constitucional de liberdade de pensamento, opinião e religião.

Em sua decisão, o juiz Dorival dos Santos reconhece o valor dos direitos constitucionais citados pelo escritor, mas menciona outro trecho da Constituição, que trata da igualdade e dignidade da pessoa humana. Para ele, a homossexualidade está diretamente ligada à igualdade e dignidade da pessoa humana, sendo assim muito mais importante do que a liberdade de pensamento, opinião e religião.

Náurio, que é membro da Igreja Internacional da Graça em Campo Grande, teria mandado imprimir em torno de 600 livros. Trezentos exemplares foram confiscados por determinação judicial. O restante já havia sido vendido.

No mesmo ano, um grupo formado por GLBTs (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros) fez uma manifestação queimando um exemplar do livro de Náurio na frente da Igreja Internacional da Graça, localizada na Avenida Afonso Pena, sem que as autoridades vissem crime de ódio no ato.

Mesmo sem nenhuma lei no Brasil contra um “crime” neurótico de “homofobia” — termo interpretado por seus promotores neuróticos como qualquer contrariedade ao comportamento homossexual —, aumentam os casos de perseguição em outras partes do Brasil:

Em 2007, o Rev. Ademir Kreutzfeld, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), foi vítima de queixa de um ativista homossexual. Para piorar sua situação, na época a IECLB era chefiada pelo Rev. Walter Altmann, antigo defensor da Teologia da Libertação.

Em 2011, outdoors com versículos bíblicos em Ribeirão Preto foram removidos por “homofobia.”

Em 2007 e 2011, a ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) denunciou, respectivamente, Julio Severo e Silas Malafaia ao Ministério Público Federal por “homofobia.”

Com informações de Campo Grande News, Grande FM e MidiaMax.


Fonte: www.juliosevero.com

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