segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

JESUS (EMANUEL): 'TABERNACULOU' ENTRE NÓS!


A nossa pesquisa para determinar a data do nascimento de Jesus nos levará a fazer uma pequena incursão no Novo Testamento na língua original em que foi escrito, isto é, o grego. No primeiro capítulo do Evangelho de João, no versículo 14, lemos:

E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós.
A palavra grega traduzida como "habitou" neste versículo é um verdadeiro neologismo criado por João, pois não se relaciona com "casa", "habitação" ou "morada", mas com "tabernáculo". Trata-se da palavra ESKENOSEN, pretérito de um verbo criado a partir do substantivo SKENÉ, que significa "tenda, tabernáculo". Portanto, esse versículo ficaria melhor traduzido se fosse escrito assim:
E o Verbo se fez carne, e "tabernaculou" entre nós.
Desta forma, estaríamos traduzindo exatamente, ao pé da letra, a expressão usada por João. O evangelista não usou esta palavra por acaso. Além de demonstrar com ela que Jesus tão somente peregrinou em um corpo humano durante trinta e três anos, e não habitou nele permanentemente, mas simplesmente "tabernaculou", João dá a entender com esta palavra que existe uma ligação umbilical entre o nascimento de Jesus e a Festa dos Tabernáculos.
O nosso Deus é um Deus sapientíssimo, criador da matemática celeste, um Deus minucioso, que se deleita na exatidão. Além disso, lemos em Hebreus 8.5 que as cerimônias, festas e instituições do Antigo Testamento eram figura e sombra das cousas celestes. "... os quais ministram em figura e sombra das coisas celestes, assim como foi Moisés divinamente instruído, quando estava para construir o tabernáculo; pois diz dele: Vê que façais todas as coisas de acordo com o MODELO que te foi mostrado no monte".


Tendo em mente estas verdades, não é difícil concluir que não foi por acaso que Cristo Jesus, "nosso Cordeiro pascal" (I Coríntios 5.7) foi sacrificado por nós exatamente durante a Festa da Páscoa. No decorrer de todos os séculos, todos os milhares de cordeiros que foram mortos cada ano durante a Páscoa, apontavam para o Grande Cordeiro Pascal - JESUS, o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (João 1.29).
Não foi por acaso, também, que ao cumprir-se (ao completar-se, ao chegar à plenitude) o dia de Pentecostes (Atos 2.1) cento e vinte discípulos receberam o Espírito Santo. Na verdade, a Festa de Pentecostes era de pequeno significado no Antigo Testamento. Mas ela cumpriu-se cabalmente quando o Espírito Santo desceu sobre os discípulos.
Da mesma forma que a Páscoa cumpriu-se quando o "Cordeiro de Deus" foi entregue no Calvário, e a Festa de Pentecostes cumpriu-se quando o Espírito Santo foi derramado sobre os primeiros discípulos, a Festa dos Tabernáculos também teve seu cumprimento cabal quando Jesus veio "tabernacular" entre os homens, nascendo em Belém da Judéia.
Ele é o nosso Emanuel - Deus conosco, isto é, Deus tabernaculando conosco.
A respeito do ano devemos ao leitor uma explicação. Quando os estudiosos romanos, por ordem do papa Gregório XIII, em 1582, se lançaram à tarefa de estabelecer um calendário mais exato do que os anteriores, que recebeu o nome de "gregoriano" em honra ao papa, infelizmente cometeram alguns erros. O intuito deles era contar a era cristã a partir do Advento de nosso Senhor Jesus Cristo; contudo, devido a erros de cálculo que mais tarde se verificaram, houve uma diferença de quatro anos nesses cálculos, e o resultado é que os cálculos feitos mais modernamente dão o ano 4 A.C. como o verdadeiro ano do nascimento de Jesus, segundo o calendário gregoriano, que usamos.
Seja como for, não há motivos para continuarmos a nos submeter às tradições babilônicas, e continuarmos a comemorar o nascimento de Jesus a 25 de dezembro. Está na hora de explicarmos às nossas crianças que Jesus não nasceu durante essa época de extremo comercialismo, mas outra época.

A exemplo dos puritanos que emigraram da Europa para a América do Norte, façamos do Natal um dia de jejum e arrependimento vicário em lugar dos nossos irmãos que ainda estão presos pelas tradições babilônicas, festejando uma data pagã, e oremos por eles para que o Senhor abra os olhos dos que são Seus.
Sem dúvida, Deus abrirá os olhos dos que são Seus.
Extraído do Livro: Quando Jesus Nasceu?
Por: Adiel Almeida de Oliveira.

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