segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Conheça o Quênia, 40º país em perseguição religiosa


Cerca de 11% da população de 43 milhões do Quênia é muçulmana, 48 % são protestantes, 35% são católicos romanos e 12% aderem a credos indígenas e outros

A Igreja e a Perseguição Religiosa

A Igreja

O cristianismo chegou ao território queniano no final do século 14 através das navegações e comerciantes portugueses que trouxeram consigo o catolicismo romano. As missões protestantes só chegaram ao país no século 19 através dos colonizadores britânicos. Estes introduziram no Quênia as igrejas anglicanas, metodistas e presbiterianas. As igrejas batistas e pentecostais começaram a entrar no país no início do século 20. A princípio, a fé cristã era vista apenas como uma ferramenta de dominação dos colonizadores, mas após a saída dos europeus o evangelho se espalhou com ainda mais eficiência e rapidez. Em 1900, apenas 0,2% da população era cristã, noventa anos depois os cristãos já chegava aos 80% da população total.
Região - África Oriental
Líder - Mwai KIBAKI
Cristãos - 83%

Atualmente a população cristã do Quênia aproxima-se dos 83% divididos entre católicos e protestantes. Apesar de ser um país majoritariamente cristão, a perseguição tem crescido ali.
A perseguição
A Constituição prevê a liberdade religiosa, e o Governo de maneira geral respeita esse direito na prática. No Quênia a perseguição aos cristãos acontece por conta do radicalismo de alguns grupos islâmicos. Certos grupos tendem a dominar determinadas regiões do país, por exemplo, a Província do Nordeste de maioria étnica somali onde residem 15% da população muçulmana do país. Sessenta por cento da população muçulmana vive na área costeira o que representa 50% da população total do local. As áreas ocidentais da Província da Costa são compostas de uma maioria cristã. A parte centro-norte do país é o lar de 10% dos muçulmanos, tornando-se assim o maior grupo religioso dessa região. O restante do país é em grande parte cristão.
Nas regiões de maioria muçulmana os cristãos sofrem pressão de todos os lados, os mais atacados são os cristãos ex-muçulmanos e aqueles que pregam o evangelho para muçulmanos. O aumento da perseguição no Quênia tem relações diretas com as ações de grupos radicais islâmicos como o Al-Shabab, cujas ações estão voltadas para a criação de um Estado teocrático na vizinha Somália e que atuam na fronteira entre os dois países. Alguns especialistas acreditam que os constantes ataques do Al-Shabab, no Quênia, resultam das investidas do exército queniano contra a milícia islâmica em território somali, o que os forçou a fugir da Somália para o norte do Quênia. Além disso, os radicais islâmicos teriam a intenção de separar a região costeira do resto do país (Quênia) e transformá-la, juntamente com outros países da região, num “sultanato islâmico”. Por isso, embora o Quênia seja considerando um país de maioria cristã, as áreas dominadas por muçulmanos (Nordeste e em algumas partes da zona costeira) têm um alto índice de intolerância e hostilidades contra os cristãos.
A Igreja queniana experimentou momentos de intensa insegurança em 2012. Colaboradores da Portas Abertas no campo informaram que “em ataques que tinham os cristãos como alvo”, 22 cristãos (incluindo agentes de segurança) foram mortos. Muitos outros (mais de 100) foram gravemente feridos ou completamente mutilados. Os incidentes foram rotulados pelo governo como “ataques gerais” praticados pelos insurgentes do al-Shabab. No entanto, ficou claro que os atentados com armas de fogo contra indivíduos e com granadas contra igrejas nas horas de culto, tinham os cristãos como principais alvos. "Mais de 10 igrejas foram queimadas, destruídas por bombas ou granadas, saqueadas ou  tiveram seus bens destruídos, principalmente no nordeste e nas zonas costeiras do país. Mas em algumas outras cidades, como Nairóbi, isso também aconteceu. Alguns cristãos fugiram das denominadas áreas islâmicas, para evitar novos ataques.
O futuro da Igreja no Quênia é preocupante. O nível de medo entre os cristãos está crescendo rapidamente. A unidade islâmica é diversificada e forte. De acordo com especialistas da Portas Abertas, "O governo está com medo, não sabe como lidar com a unidade islâmica e, portanto, tem uma tendência a ceder facilmente às suas exigências, às vezes em detrimento das igrejas."

Mãe se salvou com os dois filhos ao se fingir de morta em ataque no Quênia

História e Política
O Quênia é um país da África Oriental, banhado pelo Oceano Índico e faz fronteira com Tanzânia, Etiópia, Somália, Uganda e Sudão do Sul. Seu nome significa “Montanha Brilhante” fazendo referência ao monte Kilimanjaro, o ponto mais alto da África. País de riquezas naturais incríveis, Selvas, planícies, savanas, desertos, costas, mar e montanhas, bosques sombrios, vegetação exótica e animais selvagens como: leões, leopardos, elefantes, rinocerontes, hipopótamos, girafas, gazelas, hienas, crocodilos, e uma enorme quantidade de aves, répteis, anfíbios, etc.
De acordo com alguns fósseis encontrados em seu território a região foi habitada há milhares de anos por hominídeos, mas o primeiro registro histórico que se tem, data do século VIII d.C, quando os árabes se misturaram à etnia Bantos e teriam criado a civilização suaíle. Em sua bandeira atual, o preto representa a cor de seu povo, o vermelho o sangue dos antepassados, o verde representa a terra queniana, as listras brancas significam a esperança na paz e as armas tradicionais ao centro, as ferramentas de combate ao domínio imperial britânico.
Os árabes e persas chegaram ao território do Quênia e através da construção de portos na costa fizeram a região prosperar comercialmente. No século 16 os portugueses chegaram à região com o intuito de dominar as rotas comerciais do leste africano. A partir da segunda metade do século 19, o Quênia foi dominado pelos britânicos que o transformaram em uma de suas colônias e fundaram Nairóbi, atualmente capital do país. Até 1920 o território tinha o nome de Protetorado Leste Africano, só a partir daí passou a se chamar Quênia. De 1952 a 1959, o país foi cenário de inúmeras rebeliões e revoltas contra o domínio colonial britânico, mas só conseguiu a sua independência em 1963 quando foram realizadas as primeiras eleições livres do país, no ano seguinte transformou-se numa república.
Da década de 1970 até 2002 o país esteve sob a ditadura de Daniel Moi, sucedido por Mwai Kibaki que está no poder, desde então.
População
A população do Quênia é composta por diversas tribos étnicas, muitas das quais vivem da agricultura e pastoreio na região sul do país. Algumas tribos, como os nômades Masai que migraram do Sudão, vivem apenas do pastoreio e não comem carne. Mas a tribo mais numerosa do país é a dos Kikuius que migraram do norte da África e que têm a agricultura como principal fonte de renda, atualmente eles controlam os principais órgãos do poder no país. Muitas dessas etnias mantêm suas tradições e costumes tribais até hoje. A expectativa de vida no país gira em torno dos 63 anos. Aproximadamente 87% da população do Quênia é alfabetizada.
Economia

Embora seja o centro de comércio e finanças na África Oriental, o Quênia tem sofrido com a corrupção e com a dependência de várias matérias-primas cujos preços permaneceram baixos. O baixo investimento em infraestrutura ameaça, a longo prazo, a posição do Quênia como a maior economia do Leste Africano. O FMI suspendeu os empréstimos que faria ao país em 2001, quando o governo não conseguiu instituir medidas anticorrupção. A agricultura é o principal setor da economia do país, representa cerca de 25% do seu PIB e gera empregos para aproximadamente 80% da população. A produção industrial no país inclui o refino de petróleo, produtos alimentícios, montagem de veículos, têxteis e papel. Cerca de 50% dos investimentos no setor são estrangeiros, principalmente britânicos.
Fonte: http://www.portasabertas.org.br/cristaosperseguidos/perfil/quenia/

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