domingo, 14 de julho de 2013

Quem foi Guilherme Miller?






Biografia 
William Miller era um intelectual um estudioso da Bíblia embora não tivesse uma educação bíblica formal e fosse considerado um leigo, foi um dos pioneiros dos movimentos millerita e adventista.

Vida Inicial de Miller
William Miller, nasceu em Pittsfied, Massachusetts em 15 de Fevereiro de 1782. Casou com Lucy P.Smith em 1803, indo morar em Poultney, Vermont onde era agricultor. Era o mais velho de dezesseis filhos. Teve pouca educação formal, aprendeu a ler com a mãe e freqüentou a escola somente por dezoito meses. Fora um leitor voraz dos poucos livros que a família possuía: um saltério, uma Bíblia e um livro de oração e esboçava poesia. Seu pai era um soldado da guerra revolucionária americana.
Na vida adulta, Miller embora sempre ligado ao campo, teve várias profissões e funções voluntárias, sendo mayor, juiz de paz e xerife comissionado e militar. Recebeu o posto de tenente de milícia em 1810, passou a capitão voluntário, no começo da guerra entre os Estados Unidos e Reino Unido de 1812, e pouco mais tarde ingressou no exército regular, com o posto de primeiro-tenente.

Pesquisas bíblicas
Na sua juventude cria na Bíblia e em outros livros como inspirados. Adotou, após o seu casamento, o deísmo. Serviu como voluntário na guerra de 1812, terminando como capitão em 1815. Em 1816 após ter assistido em sua igreja batista, a um comovente apelo de um pregador, se volta com ardor a estudar a Bíblia. Sua visão era de que a Bíblia se fosse realmente a palavra de Deus, deveria explicar por si só suas aparentes contradições.

Entre 1816 e 1818 estudou intensivamente o livro usando apenas uma concordância bíblica de Cruden. Começou no Gênesis e não avançava um versículo se não o tivesse entendido. Um dia deparou com o texto que deveria marcá-lo para o resto da vida: "até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado". Usando outros textos como Ezequiel 4:6 e 7 e outros mais, concluiu que as 2300 tardes e manhãs representavam 2300 anos que teriam começado em 457 A.C e terminariam em 1844 d. C.

Milenarismo
Desde 1818 ele vinha reexaminando seus estudos, tendo cada vez mais a certeza de que estava correta sua interpretação bíblica. Em 1831, então com 50 anos, embora tímido e receoso, sentiu-se chamado para propagar suas descobertas. Começou a pregar a princípio nas fazendas, depois vilas e por fim nas grandes cidades. Em 13 de novembro 1833 houve uma chuva dos meteoros, algo que despertou na população suspeita de que ele realmente estivesse falando a verdade. Em 1838, estudando o capítulo 8 e 9 do Apocalipse, chegou à conclusão de que exatamente em apenas dois anos, ou seja, 1840, o Império Otomano, influente e poderoso na época, seria desintegrado.

Um colega seu, pastor Josias Litch, escreveu essas conclusões num periódico em 1838. Em 11 de agosto de 1840, o Império Turco-Otomano passou por uma crise. Alguém da imprensa secular lembrou-se do periódico e várias pessoas e líderes de diversas confissões religiosas da América, aderiram ao movimento religioso que se chamou de Adventismo ou Millerismo, pois aguardavam a volta de Jesus para muito breve.

Miller nunca marcou um dia exato para a volta de Cristo, apenas o período que deveria acontecer; entre a primavera de 1843 e a primavera de 1844. Seus estudos das Escrituras nesses períodos levaram-o a estabelecer outras crenças distintas. Suas descobertas principais eram:
  • 1 - Que Cristo voltaria ao final dos 2300 anos de Daniel 8:14, de maneira pessoal e visível, nas nuvens dos céus.
  • 2 - Que os justos mortos ressuscitariam incorruptíveis e os justos vivos seriam transformados para a imortalidade, sendo ambos levados juntos para reinarem com Cristo nesta Terra renovada após os mil anos (I Tessalonicenses 4:16 e 17).
  • 3 - Que os santos seriam apresentados a Deus.
  • 4 - Que a Terra seria destruída pelo fogo ao final dos mil anos (Apocalipse 20:9 e 10);
  • 5 - Que os ímpios vivos morreriam na vinda de Cristo e aguardariam na sepultura a sua ressurreição e condenação (Apocalipse 20:5).
  • 6 - Que o único milênio ensinado na Bíblia eram os mil anos que se seguiriam à ressurreição dos justos por ocasião da Vinda de Jesus (Apocalipse 20:4 e 7).
O Grande Desapontamento
Como isso não aconteceu, ele e seus companheiros procuraram achar onde estava o erro. Um pastor, chamado Samuel Snow, sugeriu que Cristo viria, não na primavera, mas no outono daquele ano, exatamente no dia do juízo que acontecia no 10º dia do sétimo mês no calendário judaico rabinista, que naquele ano cairia no dia 22 de outubro de 1844. A purificação que era feita no santuário israelita, que era um antítipo do santuário celestial, acontecia neste dia, portanto, concluiu Snow, Cristo também, o sumo sacerdote, viria a este mundo buscar Seu povo. Esta data foi chamada o Dia do Grande Desapontamento.
Passou. E no dia seguinte parecia que todos os demônios do abismo foram soltos. As mesmas pessoas e muitas mais que estavam clamando por misericórdia dois dias antes, misturavam-se agora com ralé, caçoando e ameaçando com blasfêmias
Após o Grande Desapontamento
Após o Grande Desapontamento apareceram alguns proponentes outras datas e se disseminaram várias doutrinas. Em 29 de janeiro de 1845 Miller e seus adeptos foram expelidos da igreja batista. Decididos que o movimento não deveria mais apoiar data alguma, em abril de 1845 Miller e Himes convocam uma Conferência Mútua de Adventistas em Albany, Nova Iorque, onde participaram 61 delegados do movimento. Embora fosse redigida uma declaração de princípios comum e afirmado o compromisso de realizar a conferência anualmente sob o nome de Conferência Geral dos Crentes do Segundo Advento, nessa ocasião revelou-se que o movimento já estava dividido. Tal divisão dava-se principalmente pela questão da doutrina da porta da salvação se fecharem aos que não esperaram Jesus Cristo em 1844. 

Enfermo, Miller retorna a sua fazenda em Low Hampton, Nova Iorque. Em 1848 Miller constrói uma capela em sua propriedade para o culto dos adventistas depois que ele e sua família foram expulsos de sua igreja batista local William Miller morreu em 20 de dezembro de 1849 convicto de que sua interpretação estava certa.

Hoje o movimento adventista, em suas variadas denominações, é resultante da hermenêutica de William Miller.

Fonte: Wikipédia

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