terça-feira, 11 de junho de 2013

O Jesus palestiniano


Sabia que Jesus era palestiniano? Não sabia? Pois Ele também não...

Aquilo que o terrorista Yasser Arafat e seus pares não conseguiu com a suas propagandas antissemitas, visando apagar a História judaica, alguns modernos evangélicos americanos estão agora a tentar promover. E com algum sucesso.

Jesus 100% judeu

Que Jesus nasceu, viveu e morreu como judeu é um fato indesmentível. A família onde Ele nasceu está bem identificada nas páginas da Bíblia. A Sua própria genealogia é tema importante nos relatos de dois dos Evangelhos. Nunca a Sua identidade de judeu foi posta em causa pelos Seus inimigos da época, apenas a Sua divindade e reivindicações messiânicas. 

Ao longo destes 2 milênios de História cristã nunca a identidade judaica de Jesus foi posta em causa.

A reinvenção de Jesus

Mas hoje os tempos são outros. Alguns "iluminados" evangélicos norte-americanos - respeitados até em outras áreas - têm no entanto andado a prestar um ótimo serviço aos palestinianos inimigos de Israel ao revisionarem a História bíblica, algo que seus pais nunca imaginaram fazer, uma vez que não só os "palestinianos" são uma invenção criada em 1967 pelos árabes e muçulmanos, como tal ideia nunca passaria pela cabeça de alguém com um mínimo de discernimento e respeito pela verdade.

Mas, tal como disse antes, os tempos são outros, e eis que famosos como Philip Yancey (para meu constrangimento) se referem a Jesus como "o rabino palestiniano" nas páginas da conceituada revista "Christiniaty Today"...

Ed Stetzer, presidente de pesquisa da editora "LifeWay" - pertencente à Convenção Baptista do Sul - referiu-se a Jesus como "o judeu palestiniano", numa postagem no seu blog feita em 12 de Setembro de 2011, sob o tema da "contextualização"...

Mas eles não estão sós no erro:

Em 2012, num blog postado em Maio, o pastor das Assembleias de Deus e professor no Seminário Palmer, Paul Alexander, referiu-se a Jesus como "o judeu palestiniano." 

Agenda palestiniana

Que tudo isto faça parte da agenda palestiniana de revisionismo da História, diluindo cada vez mais a existência do Holocausto e da presença dos judeus na Terra Santa de Israel, não é de admirar. 

O que não se esperava é que teólogos, pastores e escritores evangélicos - supostamente conhecedores da revelação bíblica - contribuíssem também - inocentemente ou não - para esta mesma agenda...
Negando cada vez mais a identidade judaica de Jesus, os palestinianos chegam ao ponto de dizer que Ele era um palestiniano que andou a pregar o islamismo, negando assim toda a História judaica e a própria essência e legitimidade do Cristianismo...!

Num artigo publicado num jornal palestiniano  - "Al-Hayat Al-Jadida" - nesta passada Páscoa, o escritor Adel Abd Al-Rahman, afirmou o seguinte:

"A Páscoa...não é um feriado para os cristãos palestinianos só, mas um feriado do nacionalismo palestiniano, porque Jesus, que a sua alma descanse em paz, é um palestiniano cananita. A sua ressurreição, três dias depois de ter sido crucificado e morto pelos judeus - tal como relatado no Novo Testamento - reflete a narrativa palestiniana, que conflitua contra os descendentes do moderno sionismo judaico no seu novo formato colonialista, e que conspira com os capitalistas ocidentais que alegam pertencer ao cristianismo."

E continuou: "Jesus, que a sua alma descanse em paz, o virtuoso pai dos palestinianos patriotas,  que renovou o Velho Testamento, rompeu com os seus seguidores, trouxe o seu Novo Testamento e espalhou-o pela humanidade - o que levou a que os judeus o perseguissem até o apanharem - o matassem e crucificassem. Ele depois ressuscitou dos mortos e começou a espalhar a sua mensagem que ainda hoje existe e existirá enquanto a humanidade perdurar."

Revisionismo evangélico

Um conhecido cartoon  antissemita
Apesar destas disparatadas ambições palestinianas, a ideia de um "Jesus palestiniano" ganha cada vez mais adeptos no evangelicalismo moderno.

A própria menção da"Palestina" em textos e comentários feitos por evangélicos, e nos próprios mapas bíblicos que estão incluídos em muitas Bíblias é a clara prova disso. Como se sabe, o termo"Palestina" apenas começou a ser usado a partir do 2º século pelos romanos, que, após arrasarem por completo Jerusalém e grandes partes da Judeia, tentaram também apagar os nomes judaicos para  a Terra de Israel, convertendo assim a Judeia em "Palestina", e Jerusalém em "Aelia Capitolina."

Se o próprio Jesus nunca conheceu, muito menos utilizou um termo que só seria usado mais de 100 anos depois da Sua existência na terra...como é que é possível que os Seus seguidores o utilizem?

Uma das formas em como os verdadeiros seguidores da Bíblia devem lutar contra essa deslegitimização de Israel é reagindo contra e esclarecendo aqueles que - talvez por desconhecimento - se referem a Israel como "Palestina" e que descuidadamente usam esse nome para tudo aquilo a que a Bíblia se refere como Israel.


Shalom, Israel!

Fonte: http://shalom-israel-shalom.blogspot.com.br/2013/06/o-jesus-palestiniano.html

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