segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Passando o vau de Jaboque (Vale a pena Ler)



Por Pr Alex Oliveira

A Bíblia nos mostra em Gn 32.22-31 a história, muito conhecida por sinal, de um homem que lutou com um Anjo. De tão conhecida e apreciada; a respeito desta história, surgem muitas mensagens com o fim de incentivar-nos a continuar lutando pelos nossos objetivos e nossas futuras bênçãos. De igual modo surgem canções que, julgamos, falam e tocam o nosso coração. Como exemplo, temos a canção da nossa irmã Cassiane:

Já na alva a luz de um dia a raiar, lá estava a cena que me impressionou. Um anjo preso a Jacó, que por sua benção lutou e jamais desistiu… Não largava ao anjo, ele muito insistiu. Não sairia dali sem sua benção nas mãos. De tanto ele insistir o anjo lhe tocou e abençoado ele foi. Preciso de uma benção não vou desistir…

Pois bem, desejo compartilhar com você meu irmão, minha irmã, o que Deus ministrou há um tempo atrás em meu coração, a respeito desta passagem.
Ao ouvir novamente, depois de tantas e tantas vezes, essa música; uma inquietude cresceu em meu coração, e questionei-me:

- Que Jacó lutou com um anjo toda a madrugada, eu sei. Que ele lutou por uma benção também. Mas, qual seria a benção pela qual Jacó havia lutado??

Pare e pense um instante. Se você for sincero consigo mesmo terá que admitir como eu; das três uma: a) Não sei; b) nunca pensei a respeito; c) ou que a nossa intenção quando cantamos, pregamos ou ouvimos essa história tem uma só finalidade: A realização das nossas vontades e deleites.

Todos nós, seres humanos, somos atraídos, ou pelo menos somos tendenciosos, apenas pelo que nos interessa. E o que mais interessa a maioria é: bênçãos matérias, prosperidade e coisas do gênero. Mas, vamos ver se foi assim realmente com Jacó.

Contextualizando a história…

O que me chama atenção de início na história de vida de Isaque, Jacó e Esaú (bem como em todá a bíblia) é a característica e a personalidade de cada um. Os judeus acreditavam (e acreditam) que cada nome tem um significado, e o significado dos nomes apontava para a personalidade e característica de quem o possuía. No caso de Jacó, seu nome realmente expressava sua personalidade e caráter… Era um trapaceiro, um enganador.

O primeiro incidente envolvendo o caráter de Jacó foi ainda dentro da barriga de sua mãe. Diz a bíblia que os meninos lutavam dentro do ventre, e que ao nascer Esaú, Jacó veio – “grudada” a sua mão no calcanhar do irmão, como que querendo impedi-lo de nascer primeiro. O Senhor relata a Rebeca que proveniente de seu ventre nasceriam duas grandes nações (Gn 25.21-26).

É sabido que o filho mais velho herdava o direito de primogenitura, que incluía: As responsabilidades pelo sustento e manutenção da casa e da família na ausência do Patriarca. O primogênito herdava não só as responsabilidades, mas as posses. E, por ser quem se tornaria o “chefe” de família, o filho mais velho tinha direito a porções dobradas de alimentos e cuidados, e ao final da vida do patriarca, ele receberia deste a invocação das bençãos de Deus. Em se tratando de descendentes de Abraão, os primogênitos, receberiam diretamente as bênçãos ministradas por Deus ao patriarca Abraão (Gn 12.2,3 e 26.24).

O segundo episódio envolvendo a personalidade/caráter de Jacó foi quando ele, se aproveitando de um momento de fraqueza do seu irmão, “comprou” dele o direito de primogenitura, tendo lhe “vendido” um guisado de lentilhas (Gn 25.29-34). (Nota: Apesar de Esaú ter desprezado o direito de primogenitura e, por conseguinte ao Senhor, os fins não justificavam os meios – no caso de Jacó).

O terceiro episódio e que fora a gota d’água para Esaú, foi quando Jacó, em conluio com sua mãe Rebeca, arquitetam um plano para enganar Isaque, seu pai, que a esta altura do campeonato estava velho e já não conseguia enxergar (Gn 27.1). Passando-se por Esaú, Jacó, recebe sobre sua vida, todo o direito e todas as bênçãos que “eram” de Esaú (Gn 27.2-29).

A revolta e amargura de Esaú foram tão grandes que ele soltou um berro e começou a chorar com grande lamento (Versículo 34,38). No calor e no furor de seus sentimentos decide e jura matar seu irmão (Versículo 41). Jacó, por seus atos conseguiu desestabilizar e desestruturar toda a sua família.

Tal era o caráter de Jacó. Tal foi a conseqüência de seus atos inconsequentes.

Aconselhado por seu pai e sua mãe, Jacó foge para longe, para a terra dos parentes de sua mãe. Uma vez estabelecido na casa de seu tio Labão, Jacó começa enfim a sofrer as conseqüências de suas atitudes (Gálatas 6.7). É enganado, ludibriado e explorado pelo próprio tio; até que Deus começa aos poucos a se revelar e a tratar Jacó.

Mesmo sendo explorado, Deus começa a abençoar Jacó que vai juntando alguns bens. Passado 20 anos servindo seu tio, Deus manda Jacó voltar à casa de seus pais. E ele sabia muito bem o que significava voltar para casa… Morte!!!

Ao passar o vau de Jaboque, o trapaceiro/enganador seria confrontado (literalmente). Não voltaria para casa da mesma maneira. Era necessário ser transformado; era necessário deixar o velho caráter para trás. Além disto, temia, e muito, encontrar seu irmão (Gn 32.7). Por isso, ele envia presentes para seu irmão, antes de se encontrar com ele. Quem poderia aplacar a IRA de Esaú, senão o Senhor? Jacó bem sabia disto (versículos 9-12).

Naquela madrugada (versículo 22) Jacó não dorme de tanta ansiedade e aflição. E ao se encontrar com aquele homem (Anjo), reconhecendo nele o próprio Deus; não perde a oportunidade.

A Bíblia não relata explicitamente, mas, podemos compreender que Deus deixa-se vencer. Ta aí algo, “disse” Deus, pelo qual valeria à pena deixar-se ser vencido… A transformação, o perdão!!  E isto é “segredo” divino… se a causa for tão nobre como a transformação de uma vida ou como o perdão; vale a pena deixar-se ser vencido pela causa.

Ao ter certeza da resposta positiva de sua petição (a reconciliação/perdão de Esaú), Jacó sai transformado e declara com seus próprios lábios: “Tenho visto a Deus face a face, e a minha alma foi SALVA” (verso 30).

Já não se chamaria enganador/trapaceiro, mas Israel – Príncipe de Deus. Ao encontrar-se com o irmão, temos um grande exemplo, uma grande lição: O perdão! Esaú não só perdoou em seu coração, mas, ajoelhou, abraçou, beijou e chorou ao encontrar o irmão, agora ISRAEL.
Devemos todos nós, tomar o exemplo de Jacó, em deixar-se ser tratado por Deus. E Esaú, em deixar-se, também, ser tratado por Deus… E perdoar.

Tais fomos alguns de nós: iguais a Jacó (1 Co 6.11).  Um dia, todos nós a semelhança de Israel, mais cedo ou mais tarde, precisamos passar pelo mesmo vau de Jaboque onde Jacó ficou, e de onde emergiu Israel – o Príncipe de Deus. Se assim o fizeres, Deus lhe dará um novo caráter, uma nova vida e um novo nome. Um nome que expresse sua nova personalidade, seu novo caráter… Ele já até tem esse nome. Há só uma coisa, para ser digno de usar esse nome,  a sua nova personalidade, caráter e atitude tem que expressar necessariamente o que o significado deste nome representa.

Muito prazer, seu nome é CRISTÃO. DISCÍPULO DE CRISTO!!

Amém!

Fonte: http://opoderdasescrituras.wordpress.com/2011/12/22/passando-o-vau-de-jaboque-vale-a-pena-ler/

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