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Itália -  O cardeal colombiano Dario Castrillón Hoyos entregou ao  Papa Bento XVI documento que adverte o líder da Igreja sobre um complô para matá-lo dentro de 12 meses. A história foi publicada ontem em reportagem do jornal italiano ‘Il Fatto Quotidiano’.
O periódico, especializado em jornalismo político e de investigação, garante que teve acesso ao documento e que ele tinha selos oficiais do Vaticano. No suposto texto, em alemão, o colombiano relata que a morte do Papa foi assunto entre o cardeal e arcebispo de Palermo, Paolo Romeo, e um empresário italiano na China. 

“Seguro de si mesmo, como se soubesse com precisão, o cardeal Romeo anunciou que ao Santo Padre restam apenas 12 meses de vida”, diz o suposto texto.

AGENDA NO RIO DE JANEIRO

Se a previsão estivesse certa, o atual Papa não participaria da Jornada Mundial da Juventude, marcada para o Rio de Janeiro em julho do ano que vem.

Não ficou claro, porém, como Romeo obteve a informação. Durante estas conversas, o cardeal teria assegurado ainda que Bento XVI estava também preparando sua sucessão e que tinha indicado o nome do cardeal e arcebispo de Milão, Angelo Scola. “O cardeal Romeo se sentia seguro e não podia imaginar que estas conversas realizadas nas reuniões secretas fossem depois informadas por terceiras pessoas ao Vaticano”, continua a mensagem.

Castrillón Hoyos teria enviado a mensagem ao sumo-pontífice em dezembro, ainda segundo a publicação italiana. O porta-voz do escritório de imprensa do Vaticano, o jesuíta Federico Lombardi, perguntado pelo jornal, afirmou que a informação era “tão fora da realidade e tão pouco séria que não podia ser levada em consideração”.